Como Criar uma Estratégia de Marketing em 5 Passos (com Exemplos)

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Especialista de marketing e escritor de conteúdo na Ahrefs. Viciado em SEO, aviação, fragrâncias, sushi e comida mexicana.
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    Uma estraté­gia de mar­ket­ing é o plano de batal­ha da sua empre­sa que ori­en­ta os seus esforços de mar­ket­ing futuros.

    Ter uma estraté­gia de mar­ket­ing é mais cru­cial do que nun­ca. Esta­mos inun­da­dos com novas tec­nolo­gias, hacks de cresci­men­to e táti­cas de mar­ket­ing “obri­gatórias”. Uma estraté­gia de mar­ket­ing sól­i­da ajudá-lo‑á a con­cen­trar-se nas táti­cas que impor­tam e a exe­cutá-las de for­ma adequada.

    Deixe-me repe­tir por out­ras palavras.

    Uma estraté­gia de mar­ket­ing ajuda‑o a escol­her as táti­cas de mar­ket­ing cer­tas, como pro­mover as suas pub­li­cações de blog ou cri­ar um pro­gra­ma de afil­i­a­dos. Pre­ciso deixar clara a dis­tinção entre estraté­gia e táti­ca, porque fre­quente­mente verá pes­soas a uti­lizá-las de for­ma intercambiável.

    Neste arti­go, apren­derá como desen­volver uma estraté­gia de mar­ket­ing vence­do­ra em cin­co etapas:

    1. Ten­ha os seus dados de pesquisa de mer­ca­do prontos
    2. Deci­da quais os seg­men­tos que atingirá
    3. Atra­ia o seu mer­ca­do-alvo com um posi­ciona­men­to adequado
    4. Escol­ha alguns códi­gos de mar­ca para se tornar distintivo
    5. Defi­na obje­tivos estratégi­cos para o ano seguinte

    Vamos mer­gul­har nisto.

    É cru­cial con­stru­ir a sua estraté­gia de mar­ket­ing com base em dados, não em suposições. E tudo bem porque provavel­mente não está a desen­volver e lançar um pro­du­to no mer­ca­do sem pesquisa de mer­ca­do — ou pelo menos não deveria.

    A pesquisa de mer­ca­do é uma parte essen­cial do mar­ket­ing e é um tópi­co à parte. Não vou me apro­fun­dar muito nis­so, mas fornecerei opções para obter os dados necessários. Lem­bre-se de que mes­mo uma pesquisa de mer­ca­do bara­ta, ráp­i­da e imper­fei­ta geral­mente é muito mel­hor do que pesquisa nenhuma.

    Aqui está o que deve ter antes de desen­volver uma estraté­gia de marketing:

    Sin­ta-se à von­tade para seguir com o que achar sufi­ciente no momen­to. Pode sem­pre voltar à pesquisa se não hou­ver dados para definir a estraté­gia. Ten­ho a noção que obter todos os dados ime­di­ata­mente está fora de questão para muitas novas empresas. 

    a) Dados qualitativos de mercado

    Os dados qual­i­ta­tivos infor­mam o “porquê” por trás de todos os números da sua pesquisa de mer­ca­do. É essen­cial para enten­der os seus con­sum­i­dores à medi­da que se apro­fun­da nas suas opiniões, exper­iên­cias, moti­vações e sentimentos.

    Tradi­cional­mente, a mel­hor maneira de obter estes dados seria através de gru­pos de dis­cussão e entrevistas.

    Os gru­pos de foco geral­mente con­sis­tem em cin­co a dez pes­soas que rep­re­sen­tam os seus poten­ci­ais clientes. O grupo deve ser mod­er­a­do por um profis­sion­al que sai­ba que per­gun­tas faz­er e como obter per­cepções con­fiáveis ​​e apro­fun­dadas. É uma óti­ma opção para obter os dados, mas não a mais bara­ta em ter­mos de din­heiro e tempo.

    Por out­ro lado, sugiro que saia e entre­viste os seus (poten­ci­ais) clientes em qual­quer situ­ação. Mel­hor ain­da, observe-os nos lugares em que o seu pro­du­to é com­pra­do, con­sum­i­do ou dis­cu­ti­do, tome notas sobre estas infor­mações não fil­tradas e impar­ci­ais. Se tiv­er um pro­du­to SaaS, tam­bém poderá reg­is­tar e anal­is­ar as sessões dos seus utilizadores.

    Aqui está um excer­to de exem­p­lo de uma pesquisa do tipo entre­vista que fize­mos com os nos­sos clientes há algum tempo:

    Se dese­ja obter alguns dados qual­i­ta­tivos sóli­dos e gra­tu­itos rap­i­da­mente, veja como as pes­soas falam sobre os seus pro­du­tos e sobre os con­cor­rentes nas redes soci­ais, fóruns, canais do Slack e out­ras comu­nidades online. É menos con­fiáv­el do que con­duzir entre­vis­tas pes­soais, mas é uma fonte de dados qual­i­ta­tivos fantástica.

    Aqui está um exem­p­lo de uma pesquisa ráp­i­da no Red­dit para dis­cussões sobre fer­ra­men­tas de SEO, onde o nos­so pro­du­to quase sem­pre é discutido:

    b) Dados quantitativos de mercado

    Os dados quan­ti­ta­tivos de mer­ca­do fornecem infor­mações men­su­ráveis ​​sobre o seu mer­ca­do. Ele responde “o quê, quem, quan­to e quan­tos” para com­ple­men­tar as per­gun­tas “por quê” dos dados qual­i­ta­tivos. O méto­do mel­hor e mais uti­liza­do para obter estes dados é a real­iza­ção de pesquisas.

    Provavel­mente já preencheu pesquisas com clientes em vários for­mulários no pas­sa­do. Com a capaci­dade de con­duzir pesquisas online fáceis e escaláveis ​​atual­mente, não há real­mente nen­hu­ma des­cul­pa para não as fazer.

    Se já tem uma base sól­i­da de clientes, lista de e‑mails ou seguidores nas redes soci­ais, dis­tribuir pesquisas é fácil.

    Há três coisas a que pre­cisa prestar atenção ao cri­ar uma pesquisa:

    1. Cer­ti­fique-se que as dis­tribui para pes­soas que se qual­i­fi­cam como seus poten­ci­ais clientes ou adi­ciona per­gun­tas de pesquisa para qual­i­ficá-los como tal.
    2. Ten­ha uma amostra rep­re­sen­ta­ti­va para tirar con­clusões. Pode ter uma ideia do taman­ho da amostra de que pre­cisa inserindo os seus números numa cal­cu­lado­ra de taman­ho de amostra. Mes­mo se levar em con­sid­er­ação toda a pop­u­lação dos EUA, são necessários ape­nas 600 par­tic­i­pantes da pesquisa para ter 95% de con­fi­ança de que os dados são pre­cisos em ± 4%. Provavel­mente pre­cis­ará de uma amostra muito menor.
    3. Faça as per­gun­tas cer­tas. Vou falar mais sobre isso.

    Deve saber sem­pre por que está a faz­er uma per­gun­ta especí­fi­ca na pesquisa. De um modo ger­al, vai quer­er saber o seguinte sobre o mercado:

    • Dados demográ­fi­cos como idade ou rendimento.
    • Dados sobre ati­tude, como se concordam/discordam de cer­tas afir­mações rel­e­vantes para o seu nicho. Um exem­p­lo dis­so seria a seguinte questão uti­lizan­do a escala Likert:
    • Dados com­por­ta­men­tais sobre as prefer­ên­cias e sat­is­fação dos consumidores.

    Se tiv­er orça­men­to, pode con­tratar uma agên­cia para con­duzir uma pesquisa em seu nome ou com­prar relatórios de con­sum­i­dores de empre­sas de pesquisa e con­sul­to­ria como a For­rester. Caso con­trário, vale a pena gas­tar um pouco de tem­po a procu­rar relatórios de pesquisa de mar­ket­ing, porque alguns podem estar disponíveis gratuitamente.

    c) Segmentação de mercado

    O seu obje­ti­vo é cri­ar uma grel­ha que divide todo o mer­ca­do em seg­men­tos de clientes que com­par­til­ham car­ac­terís­ti­cas com­por­ta­men­tais, como neces­si­dades de pro­du­to. Se ess­es seg­men­tos tam­bém com­par­til­harem dados demográ­fi­cos como faixa etária ou rendi­men­to, mel­hor ain­da, mas isso não acon­tece com mui­ta frequência.

    Esta já é uma apli­cação dos dados cole­ta­dos nos pas­sos anteriores.

    Aqui está o que a seg­men­tação de mer­ca­do ade­qua­da pode pare­cer para um presta­dor de serviços de mar­ket­ing por e‑mail:

    Observe que este exem­p­lo não é basea­do em nen­hu­ma pesquisa ade­qua­da ou números reais. Ele está aqui para que pos­sa enten­der a lóg­i­ca por trás disto.

    Como pode ver, cada seg­men­to deve ser descrito por:

    • Um nome ade­qua­do que descreve o seu traço com­por­ta­men­tal comum e/ou neces­si­dades de produto
    • Taman­ho do seg­men­to (pes­soas ou empresas)
    • Val­or anu­al do segmento
    • A sua atu­al quo­ta de mer­ca­do no segmento

    A parte mais desafi­ado­ra da seg­men­tação é cri­ar a própria grel­ha. Por out­ras palavras, por que car­ac­terís­ti­cas com­por­ta­men­tais divide o mer­ca­do? Deve obter as mel­hores respostas para isto na sua pesquisa de dados anterior.

    Não se pre­ocupe com a pre­cisão dos dados aqui. Use os dados que tem sobre o mer­ca­do, extra­pole a par­tir das suas amostras rep­re­sen­ta­ti­vas na sua pesquisa quan­ti­ta­ti­va e faça algu­mas suposições. Essas esti­ma­ti­vas são boas o sufi­ciente para decidir que seg­men­tos dese­ja atingir.

    Voltare­mos aos seus seg­men­tos na parte sobre seg­men­tos a atingir.

    d) Análise competitiva

    Uti­lizará a análise com­pet­i­ti­va em cada eta­pa do desen­volvi­men­to da sua estraté­gia de mar­ket­ing. Emb­o­ra inevi­tavel­mente apren­da sobre os con­cor­rentes na sua pesquisa de dados, é cru­cial cri­ar uma visão ger­al inde­pen­dente do cenário da concorrência.

    Uma análise com­pet­i­ti­va con­siste nes­tas oito etapas:

    1. Encon­tre os seus concorrentes
    2. Obten­ha infor­mações básicas
    3. Analise os pro­du­tos e serviços dos concorrentes
    4. Famil­iar­ize-se com a sua seg­men­tação e posicionamento
    5. Des­cubra os canais de dis­tribuição dos concorrentes
    6. Mer­gul­he nas estraté­gias de comunicação
    7. Faça com­pras cliente mistério
    8. Realizar uma análise SWOT

    Aqui está uma maque­te do resul­ta­do da análise SWOT para um presta­dor de serviços de mar­ket­ing por e‑mail fictício:

    Isto é do meu guia de análise com­pet­i­ti­va, que inclui um mod­e­lo para o aju­dar a fazê-lo com efi­ciên­cia. Dê uma vista de olhos se ain­da não fez esta análise.

    A segun­da eta­pa no desen­volvi­men­to de uma estraté­gia de mar­ket­ing é decidir quais os seg­men­tos do mer­ca­do irá perseguir. Ou talvez eu deva diz­er quais os seg­men­tos que vai igno­rar, pois decidir o que não faz­er é geral­mente a escol­ha mais importante.

    Mas, primeiro, deixe-me explicar a difer­ença entre os ter­mos que nós, profis­sion­ais de mar­ket­ing, ten­demos a uti­lizar de for­ma intercambiável:

    • Segmen­to-alvo — um seg­men­to de mer­ca­do especí­fi­co que decide perseguir.
    • Mer­ca­do-alvo - todos os seus seg­men­tos-alvo com­bi­na­dos, eles com­pram e uti­lizam os pro­du­tos da categoria.
    • Públi­co-alvo — todos os impacta­dos pelas suas comu­ni­cações de mar­ket­ing, inde­pen­den­te­mente de com­prarem os pro­du­tos. Por exem­p­lo, os fãs de tec­nolo­gia provavel­mente per­tencem ao públi­co-alvo da Tes­la, mas ape­nas alguns deles irão com­prar o carro.

    Se fez um bom tra­bal­ho com a sua seg­men­tação, os seus seg­men­tos-alvo ten­dem a ser bas­tante óbvios e fáceis de escolher.

    Para escol­her os seus seg­men­tos-alvo, per­gunte a si próprio:

    1. O seu pro­du­to está alin­hado com o que o seg­men­to deseja?
    2. Isto traz-lhe o máx­i­mo val­or se aumen­tar a sua quo­ta nesse mercado?
    3. Tem os recur­sos de ven­das e mar­ket­ing para aumen­tar a sua par­tic­i­pação no mercado?
    4. Será difí­cil aumen­tar a sua par­tic­i­pação nesse mercado?
    5. Este seg­men­to influ­en­cia algum out­ro seg­men­to? Se sim, como?
    6. De que é que abdi­ca se mudar o seu foco para novos segmentos?

    Os seus seg­men­tos-alvo ideais são aque­les em que pode gan­har mais din­heiro com os recur­sos disponíveis.

    Lem­bre-se de que alguns seg­men­tos podem influ­en­ciar o com­por­ta­men­to de com­pra de out­ros seg­men­tos. Estas pes­soas podem ser pes­soas influ­entes em B2C ou empre­sas líderes no seu setor de B2B. Con­sidere tam­bém este val­or de transbordo:

    Como pode ver no meu exem­p­lo de seg­men­tação de mer­ca­do, dois seg­men­tos rel­a­ti­va­mente pequenos influ­en­ci­am o com­por­ta­men­to de com­pra de um seg­men­to muito maior. Se decidir ir atrás dos seg­men­tos “pequenos reme­tentes profis­sion­ais” e “grandes reme­tentes profis­sion­ais”, inevi­tavel­mente obterá novos clientes do seg­men­to “pequenos reme­tentes influ­en­ci­a­dos”, sem nun­ca os ter como alvo.

    Em relação à últi­ma per­gun­ta sobre abdi­cações, tam­bém deve con­sid­er­ar que alguns dos seus clientes atu­ais inevi­tavel­mente irão para os seus con­cor­rentes. Se decidir mudar o seu foco e os recur­sos para out­ro lugar, será mais fácil para os seus con­cor­rentes roubarem-lhe ess­es clientes.

    O mais impor­tante: lem­bre-se de que dese­jar toda a gente rara­mente é a mel­hor estraté­gia. Respon­der a estas seis per­gun­tas deve tornar isso óbvio.

    O posi­ciona­men­to é como o seu mer­ca­do-alvo deve perce­ber a sua mar­ca. É a imagem de mar­ca pre­tendi­da que con­siste nas asso­ci­ações que as pes­soas têm com a sua mar­ca e pro­du­tos. O posi­ciona­men­to per­mite que se difer­en­cie dos seus con­cor­rentes e, em alguns casos, até mes­mo influ­en­cie a for­ma como o mer­ca­do-alvo percebe os seus concorrentes.

    Por exem­p­lo, há muito nes­ta mensagem:

    Burg­er King vs. McDon­alds’ e ‘Apple vs. Microsoft’ são ape­nas exem­p­los famosos do uso do tipo de posi­ciona­men­to “ver­sus”. Pode facil­mente fazê-lo na posição do jogador menor também:

    Mas nem sem­pre é pre­ciso começar uma dis­pu­ta. Em primeiro lugar, não é necessário ter suces­so e, em segun­do lugar, às vezes estará a andar sobre gelo fino, o que pode levar a uma pub­li­ci­dade negativa:

    A reação do Techradar à cam­pan­ha do Wix onde eles se posi­cionaram con­tra o WordPress.

    Então o wix envi­ou a dezenas de pes­soas fones de ouvi­do super caros, fin­gin­do que eram do Word­Press, com um vídeo per­son­al­iza­do avisan­do sobre a sua nova cam­pan­ha anti-WP. Eu ain­da gos­to do Word­Press e parece que a maior parte da comu­nidade WP está a rir-se bas­tante. Obrigado

    Pode ter suces­so con­cen­tran­do-se ape­nas na sua mar­ca e nos seus produtos.

    O poder do posi­ciona­men­to reside na comu­ni­cação con­sis­tente das pou­cas asso­ci­ações em todos os seus canais de mar­ket­ing. Se não o fiz­er, o mer­ca­do fará o tra­bal­ho de posi­ciona­men­to por si. Isto rara­mente se alin­ha com a imagem de mar­ca que deseja.

    Então, como encon­trar os atrib­u­tos-chave que definem a sua comunicação?

    Mergulhe nos três Cs de posicionamento para chegar à mensagem certa

    Quan­do pen­sa em posi­ciona­men­to, pre­cisa ter em con­sid­er­ação estes três aspec­tos, tam­bém con­heci­dos como os 3 Cs do posicionamento:

    • Cor­po­ração
    • Clientes
    • Con­cor­rên­cia

    Bem, deve con­hecer a sua própria empre­sa. O resto está nos dados da pesquisa de mer­ca­do, novamente.

    Junte todos os dados e crie men­sagens que sejam:

    • Rel­e­vantes - o seg­men­to-alvo importa-se?
    • Claro - eles vão perceber?
    • Autên­ti­co - eles vão acred­i­tar nisso??
    • Úni­co - desta­ca-se dos seus concorrentes?
    • Alcançáv­el - pode entre­gar o que afirma?
    • Sus­ten­táv­el - pode man­ter essa posição indefinidamente?

    Emb­o­ra este proces­so pareça fácil no papel, requer muito raciocínio e ver­i­fi­cação de ideias.

    Por exem­p­lo, não temos um slo­gan, mas cer­ti­fi­camo-nos que desta­camos estes atrib­u­tos nas nos­sas comunicações:

    • Ser o mel­hor pro­du­to de SEO tudo-em-um
    • Fácil de usar
    • Torna‑o mel­hor em mar­ket­ing e SEO

    A nos­sa pági­na ini­cial infor­ma ime­di­ata­mente o que faze­mos e como pode ben­e­fi­ciar disso:

    A indús­tria de SEO con­hece-nos por ser­mos uma empre­sa ori­en­ta­da pelo pro­du­to que con­tin­ua a crescer rap­i­da­mente sem uma equipa de ven­das, e não hesi­ta­mos em enfa­ti­zar esta posição, muitas vezes de for­mas algo únicas:

    Pre­cisa de cri­ar algo impac­tante e não alguns obje­tivos ou mis­sões de mar­ca super glo­ri­fi­ca­dos que não sig­nifi­cam nada para a mar­ca ou para os seus clientes. A Star­bucks é um mau exem­p­lo dis­so, na min­ha opinião:

    Ten­ho a certeza de que toda a gente que com­pra um café medíocre e caro pen­sa em como isso inspi­ra e nutre o seu espírito …

    Dá para perce­ber que não sou fã da Star­bucks, mas até eu con­si­go pen­sar em dois atrib­u­tos mel­hores nos quais eles pode­ri­am con­cen­trar-se — a sua disponi­bil­i­dade e con­veniên­cia. De algu­ma for­ma, está implíc­i­to na declar­ação de mis­são, mas o foco está noutro lugar.

    Tenha uma posição para cada segmento-alvo

    Se vis­ar vários seg­men­tos com difer­entes com­por­ta­men­tos e neces­si­dades, pre­cis­ará comu­nicar-se com o que eles se importam.

    Por exem­p­lo, profis­sion­ais de SEO, profis­sion­ais de mar­ket­ing e até mes­mo pro­pri­etários de web­sites “nor­mais” usam o nos­so pro­du­to. Mas as suas neces­si­dades são muito difer­entes. Os nos­sos atrib­u­tos de posi­ciona­men­to fun­cionam inde­pen­den­te­mente dos seg­men­tos-alvo, mas cer­ta­mente pre­cisamos ajus­tar os detal­h­es separadamente.

    Nós refle­ti­mos isto nas pági­nas onde difer­entes seg­men­tos provavel­mente chegarão.

    Temos como alvo o maior seg­men­to, pro­pri­etários de web­sites, na nos­sa pági­na de pro­du­tos freemi­um. O tex­to foi escrito para ini­ciantes em SEO:

    Tam­bém uti­liza o tipo de posi­ciona­men­to “ver­sus”:

    Por out­ro lado, a nos­sa pági­na de pro­du­to para Audi­to­ria de Web­sites é volta­da para profis­sion­ais de mar­ket­ing e SEOs mais experientes:

    Aqui está o inter­es­sante sobre isto: Audi­to­ria de Web­sites é uma fer­ra­men­ta cen­tral do pro­du­to freemi­um. Esta­mos sim­ples­mente a tratar da mes­ma coisa de dois ângu­los muito diferentes.

    Um códi­go de mar­ca, tam­bém con­heci­do como ati­vo dis­tin­ti­vo, é qual­quer coisa que uti­lize con­sis­ten­te­mente nas suas comu­ni­cações. Pode pen­sar nis­to como o seu aju­dante de posicionamento.

    O códi­go de mar­ca mais comum é o seu logotipo e esti­lo visu­al. Mas isto é tudo para a maio­r­ia das mar­cas. Não é sufi­ciente para se destacar e ser difer­ente na mente do seu público-alvo.

    O seu obje­ti­vo final deve ser que o seu públi­co-alvo recon­heça a sua mar­ca, mes­mo sem mostrar nen­hum logotipo:

    https://www.youtube.com/watch?v=tbwoKm5U0tM

    Os seus códi­gos de mar­ca devem ser exclu­sivos, o que o tor­na dis­tin­to e, ideal­mente, famoso, o que per­mite que o seu públi­co exis­tente conecte os pon­tos facilmente.

    Na Ahrefs, além do nos­so logotipo e da cor azul, tam­bém temos mais dois códi­gos de mar­ca. A primeira é a nos­sa fonte personalizada:

    O segun­do é a nos­sa mas­cote bar­bu­da, muitas vezes acom­pan­hado por um corgi:

    Não há lim­ites para a sua cria­tivi­dade. O que impor­ta é que escol­ha algo ao qual dese­ja que sua mar­ca seja asso­ci­a­da e utilize‑o de for­ma consistente.

    Mais exem­p­los de códi­gos de mar­ca incluem os seus próprios emo­jis, gifs, palavras exclu­si­vas, slo­gans ou até mes­mo o esti­lo com que anun­cia. Bas­ta pen­sar nas cam­pan­has “ines­timáveis” da Mastercard.

    Pode tam­bém destacar-se ao se con­cen­trar em coisas não visuais. Todos nós con­hece­mos o jin­gle da McDon­ald’s I’m lovin ‘it como um exem­p­lo de códi­go de mar­ca audi­ti­vo. Mas pode até ter o seu próprio aro­ma, como é o caso de alguns hotéis e mar­cas de luxo.

    Pre­cisa de obje­tivos de mar­ket­ing clara­mente definidos para ori­en­tar os seus esforços de mar­ket­ing e fornecer bench­marks para avali­ação. É tudo o que res­ta faz­er pela sua estraté­gia agora.

    Os seus obje­tivos de mar­ket­ing devem estar alin­hados com os critérios SMART ampla­mente usados:

    • Spe­cif­ic — Especí­fi­cos — declar­am clara­mente o resul­ta­do dese­jáv­el, responde “quem, o quê, quan­do, quanto,…”
    • Mea­sur­able — Men­su­ráveis - deve ser capaz de acom­pan­har o pro­gres­so com indi­cadores-chave de desem­pen­ho (KPIs — Key Per­for­mance Indi­ca­tors , em inglês).
    • Achiev­able — Atingíveis — seja ousa­do com os seus obje­tivos, mas tam­bém real­ista; uti­lize o cresci­men­to atu­al como referência.
    • Rel­e­vant — Rel­e­vante - o obje­ti­vo alin­ha-se com a sua estraté­gia ger­al de mar­ket­ing e negócios?
    • Time­ly — Pra­zo — esta­beleça um pra­zo para atin­gir o objetivo.

    Um exem­p­lo de um obje­ti­vo destes pode ser:

    Aumen­tar a base glob­al de uti­lizadores ver­i­fi­ca­dos das Fer­ra­men­tas para Web­mas­ter da Ahrefs de 100 000 para 500 000 até ao final de 2021.

    Deve ter um ou dois obje­tivos de mar­ket­ing para cada um dos seus seg­men­tos-alvo para o próx­i­mo ano. Isto faria parte do seu plano de mar­ket­ing.

    Esforce-se para uma com­bi­nação de obje­tivos de cur­to e lon­go pra­zo. Por out­ras palavras, ten­ha obje­tivos que se traduzam dire­ta­mente em mais lucro e out­ros que aju­dem na con­strução da marca.

    Como regra ger­al, o equi­líbrio ide­al entre gas­tos com mar­ket­ing no aumen­to das ven­das e con­strução da mar­ca é cer­ca de 40:60. É um dos con­ceitos de mar­ket­ing mais impor­tantes a se ter em mente.

    Existe uma pub­li­cação inteira ded­i­ca­da a este con­ceito. A prin­ci­pal con­clusão é que a con­strução da mar­ca é com­pro­vada­mente o prin­ci­pal impul­sion­ador do cresci­men­to e suces­so de lon­go prazo.

    Aqui está um exem­p­lo de um obje­ti­vo de mar­ket­ing com um KPI de con­strução de marca:

    Aumente o con­hec­i­men­to da mar­ca entre os web­mas­ters nos EUA de 25% para 40% até o final de 2021.

    Pensamentos finais

    Mes­mo se não seguir estes pas­sos para desen­volver uma estraté­gia de mar­ket­ing viáv­el à risca, estará numa situ­ação mel­hor do que a maio­r­ia dos profis­sion­ais de mar­ket­ing. A nos­sa indús­tria parece um tan­to obceca­da em pro­mover táti­cas atraentes “obri­gatórias” como estraté­gias. Nós podemos faz­er mel­hor do que isso.

    Olhe, se encon­trar uma nova táti­ca de mar­ket­ing inter­es­sante e ela se alin­har com a sua estraté­gia, claro, vá em frente, exper­i­mente. Mas fre­quente­mente desco­brirá que é mel­hor con­tin­uar com as suas armas.

    Emb­o­ra a cri­ação de uma estraté­gia de mar­ket­ing rep­re­sente cer­ca de um terço do que o mar­ket­ing envolve — jun­to com a pesquisa e as táti­cas — o seu resul­ta­do deve ser breve e fácil de enten­der. Pode levar sem­anas ou até meses para desen­volver uma óti­ma estraté­gia, mas pode des­ti­lar isto numa lista de seg­men­tos-alvo, posições, códi­gos de mar­ca e objetivos.

    Sim­pli­f­i­can­do: faz­er o tra­bal­ho de pesquisa e estraté­gia prepara‑o para o suces­so a lon­go pra­zo. Bas­ta revis­itá-lo uma vez por ano porque os seus negó­cios, seg­men­tos, con­cor­rentes e a dinâmi­ca do mer­ca­do evoluem. O planea­men­to do seu mar­ket­ing para o próx­i­mo ano tam­bém será mel­hor com dados atualizados.

    De qual­quer forma… 

    Eu pre­ciso dar crédi­to a quem o crédi­to é devido.

    Emb­o­ra eu ten­ha estu­da­do mar­ket­ing e ten­ha exper­iên­cia em car­gos de mar­ket­ing estratégi­co, foram ess­es qua­tro gênios do mar­ket­ing que mais moldaram as min­has visões de mar­ket­ing atuais:

    Mark Rit­son — pro­fes­sor de mar­ket­ing, con­sul­tor de mar­ca, col­u­nista, con­fer­encista no Mini MBA in Marketing

    Byron Sharp — pro­fes­sor e pesquisador de mar­ket­ing, autor de Como as Mar­cas Crescem

    Peter Field & Les Binet — espe­cial­is­tas em eficá­cia de mar­ket­ing, autores de O Lon­go e o Cur­to Dis­to: Equi­li­bran­do Estraté­gias de Mar­ket­ing de Cur­to e Lon­go Prazo

    Este guia inspirou-se enorme­mente nos seus arti­gos, livros, palestras e con­fer­ên­cias que estudei ao lon­go dos anos. Se dese­ja tornar-se um profis­sion­al de mar­ket­ing mel­hor que uti­liza práti­cas baseadas em pesquisas reais, siga-os e estude o seu trabalho.

    Tem algu­ma per­gun­ta ou comen­tário? Diga-me no Twit­ter.

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